
Ali, triste voz me disse:
Já não sei mais
Qual alvorada
Será nosso presente! (*)
Eu respondi baixinho:Tenha o Amor suas próprias alvoradas,
suas tardes e noites estreladas,
como tem suas próprias Primaveras,
suas paixões e exdrúxulas quimeras...
Nem sempre tem o Amor o que deseja,
porque jamais o seu jardim viceja
no desespero cego das conquistas.
Às vezes cego, o Amor tem suas vistas
cobertas pela venda de ilusões,
confundindo-se nas opiniões,
na loucura de ver falsas verdades.
Em tais momentos embarca nas maldades
da vida e se perde nos densos nevoeiros.
Busque o Amor os instantes prazenteiros
para que alcance a tal felicidade
e não fique no escuro da saudade,
juntando só tristezas e trapinhos
da solidão e falta de carinhos...
O Amor precisar ter olhos abertos,
buscar palavras e os momentos certos
para chegar ao resultado lindo
e então viver, aqui e ali, sorrindo...
Tenha o Amor suas próprias alvoradas,
suas tardes e noites estreladas.
(*) Essa voz captei num poema
que a expressiva Poeta Rô Daros me mandou pelo orkut.
Sem criar realidade, juntei aos versos meus e aos dela
aquela ilustração que havia em meus arquivos.
Agradeço à querida Poeta
pelo "empréstimo da voz",
e venho demonstrar meu apreço
pelo seu lindo versejar
no site
26/set/2008
Jo®ge das Neves
Um comentário:
Poeta querido...lindo demais..adorei..
Vc fala de amor como ninguém...sua deusa Vascaína é uma linda inspiração...
Beijos em seu coração...
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