sexta-feira, 31 de agosto de 2007

Não fumes, meu Amor!


Quebra teu cigarro

Não fumes, meu Amor. Não fumes! Tu reclamas
mas o fumo é um mal que mata o coração.
Ao ver-te quando com cigarro, apago minhas chamas,
e podes me chamar, mas chamarás em vão.

Não gosto do sabor, do cheiro de cigarro!
Meu gosto está no beijo, e havendo esse sabor
de fumo é que rejeito e logo assim me esbarro,
sentindo em tua boca o cheiro, o mau odor.

Estou falando sério. Aceita a minha dica
de que o fumo atrapalha toda a adoração.
Abandona o cigarro. O fumo nos complica.

Quero teu beijo agora e peço-te perdão.


Jorge das Neves
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quinta-feira, 30 de agosto de 2007

Bom dia, Amor!


Um beijo em tua essência

Bom dia, Amor! Um beijo em tua essência
no céu de tua boca perfumada,
Saúde para o sol dessa existência
que pelo amor desejo prolongada.

E beijo-te a saúde na decência
em tua pele sempre iluminada,
nos passos pela rua na cadência
da vida generosa e abençoada.

Bom dia em tuas noites nas estrelas.
Que possas nos teus sonhos sempre tê-las
cintilantes na tua inteligência.

Abrindo esses teus olhos de promessas
a cada instante tudo recomeças...
Bom dia, Amor! Um beijo em tua essência!

Jorge das Neves

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quarta-feira, 29 de agosto de 2007

Não há distâncias para o Amor


Elos do Amor

Não há distâncias para o Amor, há elos
ligando pensamentos telepáticos,
usando os idiomas mais singelos,
fonemas que eu diria ser cromáticos.

Gramática do Amor, intuitiva,
faz concordâncias rútilas, sutis,
e cada frase traz em forma viva
o encantamento próprio de quem diz.

A sintaxe norteia o entendimento
sem pleonasmos para confundir;
mesmo o silêncio faz consentimento
sem que a resposta se precise ouvir.

Os dicionários dormem nas estantes,
sinônimos, homófonos, verbetes...
Há códigos secretos dos amantes
sem tradução nas linhas dos bilhetes.

E assim dizendo não direi mais nada,
que eu mais disser não se porá nos prelos.
Por que trajetos? Não se traça estrada...
Não há distâncias para o Amor... há elos!

Jorge das Neves

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terça-feira, 28 de agosto de 2007

Nosso amor não vive de ter pressa.


Moro
dentro de ti

Nunca nos vimos mas, há tanto amor,
que essa questão de ver nem interessa.
Nem dos teus olhos sei a exata cor,
pois nosso amor não vive de ter pressa.

Beijos?... Beijo no sonho e, num papel
de carta ou num postal, meu beijo vai.
Em sonhos, no galope de um corcel,
o meu desejo de abraçar se esvai...

Acordo na manhã sem ter beijado,
mas sempre te abracei nessa viagem,
fiquei logos momentos ao teu lado,
embora nem tocasse em tua imagem.

Nunca nos vimos. Isso pouco importa,
pois nosso amor é vivo como um raio,
e esse meu pensamento me conforta
: “Moro dentro de ti e nunca saio.”

Jorge das Neves
manhã de agosto, 28
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segunda-feira, 27 de agosto de 2007

Amor plantado nas Estrelas


Coração que faz sonhar

Do Amor, o cintilante coração,
como um radar potente de emoção
procura-te no espaço do Infinito...
Silente, faz-se em verso mais bonito.
Ele é calmo, seguro de si mesmo.
Cheio de graça vai sonhando a esmo.
Mas ele sabe onde chegar. Tem rumo
e no balanço nunca perde o prumo.
Tem fantasias fortes, bem reais,
nelas se embrenha sem morrer jamais.
Não morre o Amor. Não morre porque é belo,
e a eternidade dele aqui revelo:
“ Está plantado nas estrelas! Sonha
e faz sonhar onde a paixão me ponha.”

Jorge das Neves
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Amor calmo, seguro de si mesmo.




















































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































Cintilante coração

Do Amor, o cintilante coração,
como um radar potente de emoção
procura-te no espaço do Infinito...
Silente, faz-se em verso mais bonito.
Ele é calmo, seguro de si mesmo.
Cheio de graça vai sonhando a esmo.
Mas ele sabe onde chegar. Tem rumo
e no balanço nunca perde o prumo.
Tem fantasias fortes, bem reais,
nelas se embrenha sem morrer jamais.
Não morre o Amor. Não morre porque é belo,
e a eternidade dele aqui revelo:
“ Está plantado nas estrelas! Sonha
e faz sonhar onde a paixão me ponha.”

Jorge das Neves











































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Conto das bruxas do amor...


Pegando no serviço *

As bruxas bailam para a lua nua,
porque é nua que a lua faz feitiço...
Feiticeiras do amor andam na rua
e são musas pegando no serviço...

Condená-las por quê? Fazem magia?
São as bruxas do bem, da natureza..
Da tristeza fazem alegria
procurando outras formas de beleza.

Parecem livres, mostram-se felizes,
têm sagrado direito de mentir.
As suas roupas mudam de matizes,
pois não sabem o dia que de vir.

Bruxas do bem, também bruxas da paz,
porque propõem amor... Quem as condena
não sabe nunca o que destino faz...
Quem delas só precisa... é que dá pena!

* Variações sobre o tema
de um poema de Deborah Rodrigues.

Jorge das Neves

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Enquanto houver Amor serás feliz.


Teus cabelos
são cabelos meus

Enquanto houver Amor serás feliz,
sorrisos se abrirão pelo teu rosto
e, em teus cabelos – como eu sempre quis –
darei mil beijos com profundo gosto.

Teus cabelos são meus, sabias? Choro
quando a tesoura má os sacrifica,
por isso, de joelhos eu te imploro:
“ Não vás cortá-los no salão! Fica

sempre com eles soltos e na cor
que eu amo!”... Teu poeta faz assim,
falando de cabelos e de Amor,
porque este Amor nasceu e está em mim.

Jorge das Neves
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Somente poemas de Amor

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domingo, 26 de agosto de 2007

Ímã de Amor


Metafísica da Saúde *

Que fazes de teu corpo, criatura?
Fumas? Bebes? Tu vives na amargura?
De amar teu próprio corpo tu esqueces?
Dentro dele tu fazes tuas preces?
Conversas com teu corpo dia-a-dia?
Falas contigo assuntos de harmonia
com teus órgãos, teus ossos, tuas peles?
Encontros negativos não atreles
e evita tais transtornos à saúde.
Procura ter palavra menos rude,
mas não aceites voz de falso doce,
aquilo que se diz como se fosse
escondido punhal em mão alheia.
Não tenhas medo de uma cara feia
e sorri com teus dentes mais brilhantes.
Fala de Amor com a voz dos bons amantes,
sem medo de contágio! Sê bem forte!
Não pensa nos desastres, nem na morte.
Anda sempre com o Deus Interior
e terás em teu rosto muito Amor.

* Transposição poética do tema
da palestra de Luiz Gasparetto
no Rio de Janeiro, em 25/08/07

Jorge das Neves
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Navegantes do amor...


Sou poeta-amador
mas eu não amo dor,
nem mesmo a dor de amor...

Solte o coração
por favor
por favor
por favor

sábado, 25 de agosto de 2007

Querendo mais, querendo sem querer...


Entrou no mar
de minhas emoções

Ela chegou do nada e, de repente,
entrou no mar de minhas emoções
com aquele amor gostoso e envolvente,
cantarolando versos e canções.

“ Se eu não te amasse tanto assim ” cantou
e foi dizendo versos que escreveu.
Não perguntou direto quem eu sou,
também não perguntei o nome seu.

Mas ficamos amigos. No horizonte,
aquela voz me fala sobre amor
e até me diz que existe alguma fonte
de água lilás e, nela, alguma flor...

Por que lilás? Porque viceja a flor?
Esse código até posso entender
e vou levá-lo sempre aonde for,
querendo eu mais, querendo sem querer.

Jorge das Neves
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Amor de pombinhos...









Ah! Pomba pombinha!

Pomba pombinha do pombal pequeno...
Ela me deixa andante por aí
e vou ciscando próximo ao terreno
do qual – confesso – nunca mais saí.

Sou como um pombo atrás de minha amada,
e, inflando o papo, arrulho ao seu ouvido
e a persigo na praça e na calçada,
pois não aceito o meu amor... perdido!

Vou atrás dela e insisto na conquista.
Levo no bico um milho especial,
querendo que a malvada não resista
ao meu amor, às vezes, radical...

Peito de pombo é símbolo do ardor.
Pombo que é pombo tem olhar sereno,
mas eu confesso todo o meu amor,
Pomba, pombinha do pombal pequeno!

Jorge das Neves

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sexta-feira, 24 de agosto de 2007

À janela, em lilases quimeras de amor...


Sonhos acordados
de uma donzela

“ Através da janela, no horizonte
de lilazes quimeras, uma ponte
me faz sentir o amor que se aproxima,
Um sentimento novo faz o clima
de adolescência no meu coração.
É que me invade o amor. Meu ursinho
até abandonei, pois a caminho
pressinto estar meu príncipe, meu rei,
Não quero ser aquele ser maduro.
Sou gatinha manhosa, porém juro
que deixarei o ursinho abandonado.
Quando chegar meu Bem, apaixonado,
serei mulher nos braços do meu rei.
Quantos sóis, quantas luas amarei
até perder meu jeito de donzela?
Mas sei que o amor me deixará mais bela...”

Jorge das Neves
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quinta-feira, 23 de agosto de 2007

Nessa vontade minha de ser rei...


Pergunta-se:
" Por onde eu respondo toda aquela ousadia, conjugada em poesia? "
Respondo:Em comentários ao pé do poema ou através do e-mail.

Sou tua magia

Trago-te flores. Tudo mais trarei,
mas vou conter, nos vôos de ousadia,
essa vontade minha de ser rei,
porque apenas eu sou...tua magia.

Sou poeta de múltiplos sabores.
Amora tem aromA, Amor e Graça.
Muito amoroso trar-te-ei mais flores,
colhidas do jardim de alguma praça.

As flores são para enfeitar teus sonhos
cheios de aromas, sonhos perfumados.
Fecha teus olhos, que jamais tristonhos,
entre as amoras sonharão beijados.

Na amorosa presença, na ousadia,
receberás bem junto aos teus cabelos,
uma canção de amor e poesia
e acordarás feliz...sem mesmo vê-los.

Jorge das Neves

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quarta-feira, 22 de agosto de 2007

Cultivemos o amor adolescente.


Chegando a qualquer hora

A mesmice corrói o encantamento
inicial do amor... Nossa cabeça
precisa ser criativa. Não mereça
o coração sofrer em desalento.

Cultivemos o amor adolescente,
aquele que chegando a qualquer hora,
chega cobrindo tudo, de repente
com sabores de jovem que namora.

Um beijo no pescoço (que arrepio!),
tapinha no traseiro ( inesperado!),
certo brilho no olhar em desafio,
pensando em safadeza e no pecado...

O casamento morre por mesmice,
porque envelhece o coração vadio,
e a cabeça apodrece na crendice...
Vamos sair, meu bem, desse vazio?

Jorge das Neves

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terça-feira, 21 de agosto de 2007

Perdido de amor


Senti tua essência

“ Deixo a ti, meu perfume preferido...”
Fechei meus olhos. Senti tua essência
e desgustei sabor jamais sentido
em toda minha prática ciência.

Foi o melhor de ti e me lembrei:
“ Perfume de mulher é de uma flor,
de uma rainha até”. Mas não sou rei
que possa pretender tamanho amor...

O meu olfato entrou em desespero.
Como expressar um simples recadinho
sem cometer de amor um exagero,
deixando marca em versos de carinho?

Pensei na voz. Voei pelos espaços
e me quedei sedento de paixão,
perdido nos teus beijos, nos abraços...
Onde está, afinal, meu coração?

Jorge das Neves
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Poemas bilíngües sobre temas diversos
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Amor bilíngüe


Ás de Copas
pelo mundo

Vinte quatro horas de Poesia... Assim
transcorre minha vida a cada dia.
Os meus blogs e meu site são, enfim,
meu Parnaso e das Musas moradia.

Também versejo nas comunidades
por ser no orkut assíduo menestrel
e viajando vou pelas cidades
cumprindo de poeta meu papel.

Bilíngüe, até versejo no Esperanto
e vou pelo países, sem fronteiras,
levando pela web o verde canto
em minhas poesias feiticeiras.

Nos idiomas sei falar de Amor,
sei traduzir a voz dos passarinho
se pelo mundo espalho muita flor
e as Musas iluminam meus caminhos.

Esse meu Ás de Copas, meu escudo,
vence o jogo da métrica perfeita,
e cada rima não me deixa mudo
e até, pelo contrário, tudo enfeita.

Enfeitam-se meus lábios se declamo,
porque de Amor entendo e sei falar.
Sou passarinho, às vezes, no teu ramo
e apaixonado canto a te saudar.

Jorge das Neves

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A cada instante aqui surgindo

domingo, 19 de agosto de 2007

Fale de amor lá dentro de você


Amor
remédio que convém

As melhores histórias são de amor
e são de amor melhores os momentos.
Jamais rimemos nós amor e dor,
nada de amor com dor e sofrimentos.

Amor é curativo, traz saúde,
saúde que é de dentro para fora,
pois a saúde nasce de atitude,
mandando que as doenças vão embora.

Dessa atitude o fundamento é Fé,
e, relaxando, vem a solução.
Não deixe que a doença dê olé,
mande-a sair sem pena e sem perdão.

Fale de amor lá dentro de você,
ame seu próprio corpo sem desdém.
A vida não perdoa que descrê
do amor... Amor, remédio que convém!

Jorge das Neves
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Visita às primas ROSANA e MARIA FERNANDA (ao piano)


Amor e Leveza

À Maria Fernanda e à Rosana,
à filha e à mãe, unidas e gentis,
- duas deusas em pura porcelana -

da visita esta crônica feliz.

Duas deusas no Lar das Maravilhas,
dos móveis e paredes, dos encantos,
a mãe e a filha, ambas que são filhas
protegidas dos deuses e dos santos...

Assim as vê com os olhos da Poesia
simples primo que um dia as visitou
numa visita que marcou-lhe o dia,
pois ali só Beleza o encantou.

E do piano um belo som surgiu
de Maria Fernanda, graciosa,
improvisando... Música se ouviu
e a partitura transformou-se em rosa...

O Amor ali se entranha nas paredes,
no pormenor de tudo, na Beleza,
em que os anjos matam suas sedes,
pairando pelos cômodos... Leveza!

Leme, 18/agosto/2007
Jorge das Neves
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sábado, 18 de agosto de 2007

O beijo por amor é lindo


Amor
Saudade


Eis que um beijo não se pede, dá-se!
Pode ser nos lábios ou na face,
pois o beijo, por amor, é lindo.
Deve ter aquele gosto infindo,
com sabor de poesia forte,
filme completo, jamais sem corte.
Beijos!... Gosto de beijar com amor,
sua pele, os seus cabelos...Pôr
minha língua em sua boca doce,
só beijar você como se fosse,
hoje, o fim do mundo... Na verdade,
mora em mim aquele amor-saudade!

Jorge das Neves
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quinta-feira, 16 de agosto de 2007

Maravilhoso Amor


Nas dobras do horizonte

Maravilhoso Amor que brota nos instantes,
nas frases que têm cor, no brilho dos olhares
nas dobras do horizonte... Enfim, se nós distantes
um do outro, logo então se fundem os lugares

na mágica do Amor. Direi que essa magia
espontânea e real nos toma de repente
e desce sobre nós alegre e lindo o dia.
O mundo é para nós um sonho diferente.

Não importa o momento aqui, também o mês;
o dia da semana enfim não importa,
e nosso Amor não tem das horas nem a vez,
porque tão grande Amor nenhuma força corta.

Sorriso e beijo os há secretos, escondidos
e vê-los não consegue o olhar dos intrigantes.
Nossos segredos são perfeitos, resolvidos...
Maravilhoso Amor que brota nos instantes

Jorge das Neves
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quarta-feira, 15 de agosto de 2007

Ela na praça como que sozinha...


Amor na praça

Meu doce Amor na praça se instalou
e à tarde vem ali tomar sorvete.
Ela não vê nem sabe quem eu sou,
talvez me pise, achando-me tapete...

Por que esse olhar de Amor vem da montanha,
da praia, das estrelas ou das luas?
Por que me ponho nessa praça estranha,
e ela sorvetes toma pelas ruas...

Creme de chocolate... E o paladar
me deixa com saudades e desejos.
Como posso eu fugir de tanto amar,
se volto à praça ouvindo realejos?

Entro em reformas. Quero ser mais prático.
Mas não consigo Amor pelos jornais...
Eu sento-me num banco e fico apático
e dessa praça não me afasto mais...

Meu doce Amor na praça se instalou
e à tarde vem ali tomar sorvete.
Ela não vê nem sabe quem eu sou,
talvez lhe mande Amor por um bilhete...

Jorge das Neves
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segunda-feira, 13 de agosto de 2007

Da NATÁLIA as Treze Primaveras...



O Amor Familiar

Da Natália as Treze Primaveras,
as fotos e a alegria registrei,
e mando-lhe as lembranças mais sinceras:
no Rio “Parabéns” até cantei.

E cantarei depois, pouco atrasado,
quando eu chegar durante a Primavera.
O meu prazer será até dobrado,
porque a saudade aumenta nessa espera.

Há entre nós Amor Familiar,
o Amor guardado bem no coração.
No fim do ano vamos te abraçar
e te beijar com muita adoração.

Felicidades, Naty! Bem mereces.
Aqui teus primos Jorge e Marilena
mandam carinho em fervorosas preces,
para que tenhas sorte e vida plena.


Jorge das Neves
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O Amor acontece, solto pela ruas...



Não foi trote a Gata em minha rua...

Beleza não tem preço! Mesmo escrito,
não faz sentido o preço na mulher.
Esse corpo de Gata, tão bonito,
contém Amor, mas não amor qualquer.
Está na moda o trote, sem galope
andando essas calouras pela rua,
como pedindo esmola...Há quem tope,
e, assim fazendo, a vida continua.

A Gata me abordou com tal beleza
que o coração bateu em mim ardente.
O Amor me pega assim, vem de surpresa,
mas ele vem e vai... Não sou carente.

Propus-lhe apenas uma foto...Sim,
queria eu mais. Ela entendeu. Falou:
“ Não deixarei o seu olhar assim...”
A Gata deu adeus... e me beijou
!
Jorge das Neves
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A ROSA RUBRA é meu AMOR PERFEITO














Hélène Rubra Rosa é Rhynna, o Amor Perfeito
A Rubra Rosa é meu Amor Perfeito
e mais perfeito eu sou em razão dela.
Sou um tempo verbal, sem mais direito,
faltando-me lugar na passarela...

Hélène... assim se escreve: um e p´ra lá,
outro p´ra cá... Exige a ortografia
que tais acentos sejam como os há
no nome dela, Deusa da Poesia.

E se não for Poesia, Ela é de Tróia
se posso assim dizer dessa Cigana,
que é doce mel, no mínimo uma jóia,
e meu pífio talento não se engana.

“Ora, direis, ouvir estrelas...”, sim,
pois nas estrelas morro desse Amor.
e a Rosa Rubra, Flor em meu jardim,
eu levarei por onde mais eu for.

domingo, 12 de agosto de 2007

No chamado DIA-dos-PAIS?... Nem sou idoso!



Sou
um seminovo revisado

Não sou pai. Sou artista-fabricante,
premiado por tudo que já fiz,
e por ser premiado sou feliz
neste destino meu, edificante.

Não sou idoso, sou um seminovo,
revisado e em plena garantia,
defensor de uma vã poligamia...
Não quero nem ouvir a voz do povo.

Paladino do Amor, amo adoidado,
e namoradas tenho. Por que não?
Se não amar assim, o coração
fica menor e até enferrujado.

Que tal a foto? O prêmio recebi
por tanto amor que tenho em minha vida.
A Deusa me entregou, a mais querida,
a Marilena, a mãe que está aqui.


Jorge das Neves
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sábado, 11 de agosto de 2007

Amor assim, Amor, é um problema...


Me solta um pouco

Em carrinho-de-mão te trago flores
e te traria muitos mais odores
se teu amor não fosse disparado
qual flecha de Cupido! Estou marcado,
tatuado a ferro e fogo como um boi
e minha liberdade lá se foi...
Amor assim, Amor, é um problema.
Meus braços enlaçados por algema
não têm alternativas de eu fugir
e quanto teu desejo mais subir,
mais fico eu enredado por amor.
" Me solta um pouco ", peço por favor.

Te prometo ficar aqui pertinho.
Sem algemas te dou melhor carinho,
te abraço, te dou beijo, te derrubo.
Elevado será o amor ao cubo
e ficarás cansada, se eu puder
fazer de ti, um sonho de mulher!

Jorge das Neves
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Em querendo Amor, Amor virá...


* Tema de Thaís Hélène *
"Aceitando os fatos e vivendo a vida
como tem que ser..."

Amor virá
vem do Astral

Aceitando os fatos e vivendo a vida
estaremos afins para o Amor chegar,
porque tudo está na Estrela mais querida
a brilhar em nossa pretensão de amar.

E querendo Amor, Amor virá. Duvida?
Encomenda logo. Vem do Astral. Relaxa!
Não se deve muito batalhar na lida,
pois talvez se pague um alto preço ou taxa.

Deixa a vida agir. Tudo acontece quando
tem de acontecer. Amor virá e são
as melhores coisas pelas quais sonhando
recebemos bem, bem lá no fundo... Não?

Coração não bate quando vem o Amor?
Ele às vezes vem numa palavra dada,
num momento pleno de carinho e cor.
Ah! meu bem, procura ver o Amor... na estrada!


Jorge das Neves
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SIMONE, Leonino Amor de Luz



















Ela nasceu Leão
e o Pisciano brinda

Agora eu canto em Si, canto em Simone,
em Sibemol Maior... Ela nasceu
e sua foto, em belo camafeu,
é para nos dizer que não tem...clone.

Leonina, no encanto dos ciganos,
interpreta a magia das mandalas
nas pulseiras e seus bordados panos,
que dançam sobre os palcos e nas salas.

Arabescos dos braços são de Luz,
cabelos se arredondam leoninos
na beleza da juba que seduz
e traça a certeza dos destinos.

Na cor bordô eu vejo o Amor Cigano
na cor do vinho tinto com que brindo.
Felicidade vai de um Pisciano
pelo seu dia imensamente lindo!
Jorge das Neves

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Do Jardim de Amor de minha vida...


Mariposa Traiçoeira


Mundo de borboletas... Naveguei
por ele na manhã deliciosa
e de volta, feliz aqui cheguei
para em versos trazer-lhe.. rubra rosa!

Jorge das Neves

sexta-feira, 10 de agosto de 2007

Ao perfil de uma Musa dos Verdes Olhos do Mar das Alagoas


Maravilhosa Encarnação
do
Amor ao Mar

Maravilhosa encarnação do Amor
buscando o verde mar das Alagoas,
o vento e a paz de todas as lagoas,
por onde essa Beldade sempre for.

Quisera eu ser um peixe de verdade
e mergulhar também nessa aventura,
olhar a bela e os olhos de ternura,
sentindo, ao sol, maior felicidade.

Depois, Sete Coqueiros eu veria
e beberia Amor na Pajuçara,
na Ponta Verde (quanta jóia rara!)
ou na Sereia toda de Poesia.

Amar tem mar... e é para lá que vou
atrás do Amor de todas as idades.
Nem mais importa aquilo que não sou,
mas vou matar desejos e saudades...

Jorge das Neves
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