
CRÔNICA DO CACHECOL LARANJA
Com charme ela enrola o cachecol
no pescoço, cobrindo-se do frio,
e a cor laranja nela faz o sol
com esse adereço simples e macio.
Tenho impressão que a cromoterapia
me despertou para um assunto sério.
Eu só não sei por que em poesia
vivo buscando nisso algum mistério.
A cor laranja entrou-me na retina
e me levou a belo pôr-de-sol
num lindo entardecer que não termina
naquele instante, ali, de um cachecol...
Os meus olhares não anoiteceram...
mas eu sonhei que a bela à minha frente
e até seus olhos me compreenderam
que a cor traz um fetiche sobre a gente.
Rio, domingo 27/julho/2008
Jo®ge das Neves
poeta@infolink.com.br
http://jorgedasneves.com
Em rápida passagem pelo Rio,





