
Moro
dentro de ti
Nunca nos vimos mas, há tanto amor,
que essa questão de ver nem interessa.
Nem dos teus olhos sei a exata cor,
pois nosso amor não vive de ter pressa.
Beijos?... Beijo no sonho e, num papel
de carta ou num postal, meu beijo vai.
Em sonhos, no galope de um corcel,
o meu desejo de abraçar se esvai...
Acordo na manhã sem ter beijado,
mas sempre te abracei nessa viagem,
fiquei logos momentos ao teu lado,
embora nem tocasse em tua imagem.
Nunca nos vimos. Isso pouco importa,
pois nosso amor é vivo como um raio,
e esse meu pensamento me conforta
: “Moro dentro de ti e nunca saio.”
Nunca nos vimos mas, há tanto amor,
que essa questão de ver nem interessa.
Nem dos teus olhos sei a exata cor,
pois nosso amor não vive de ter pressa.
Beijos?... Beijo no sonho e, num papel
de carta ou num postal, meu beijo vai.
Em sonhos, no galope de um corcel,
o meu desejo de abraçar se esvai...
Acordo na manhã sem ter beijado,
mas sempre te abracei nessa viagem,
fiquei logos momentos ao teu lado,
embora nem tocasse em tua imagem.
Nunca nos vimos. Isso pouco importa,
pois nosso amor é vivo como um raio,
e esse meu pensamento me conforta
: “Moro dentro de ti e nunca saio.”
Jorge das Neves
manhã de agosto, 28
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