quarta-feira, 29 de agosto de 2007

Não há distâncias para o Amor


Elos do Amor

Não há distâncias para o Amor, há elos
ligando pensamentos telepáticos,
usando os idiomas mais singelos,
fonemas que eu diria ser cromáticos.

Gramática do Amor, intuitiva,
faz concordâncias rútilas, sutis,
e cada frase traz em forma viva
o encantamento próprio de quem diz.

A sintaxe norteia o entendimento
sem pleonasmos para confundir;
mesmo o silêncio faz consentimento
sem que a resposta se precise ouvir.

Os dicionários dormem nas estantes,
sinônimos, homófonos, verbetes...
Há códigos secretos dos amantes
sem tradução nas linhas dos bilhetes.

E assim dizendo não direi mais nada,
que eu mais disser não se porá nos prelos.
Por que trajetos? Não se traça estrada...
Não há distâncias para o Amor... há elos!

Jorge das Neves

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Um comentário:

Arlete Cristina disse...

Poeta! Para os amantes é bastante um olhar para que se falem pelos elos dos pensamentos sem tradução.
Muito lindo o poema!