quarta-feira, 15 de agosto de 2007

Ela na praça como que sozinha...


Amor na praça

Meu doce Amor na praça se instalou
e à tarde vem ali tomar sorvete.
Ela não vê nem sabe quem eu sou,
talvez me pise, achando-me tapete...

Por que esse olhar de Amor vem da montanha,
da praia, das estrelas ou das luas?
Por que me ponho nessa praça estranha,
e ela sorvetes toma pelas ruas...

Creme de chocolate... E o paladar
me deixa com saudades e desejos.
Como posso eu fugir de tanto amar,
se volto à praça ouvindo realejos?

Entro em reformas. Quero ser mais prático.
Mas não consigo Amor pelos jornais...
Eu sento-me num banco e fico apático
e dessa praça não me afasto mais...

Meu doce Amor na praça se instalou
e à tarde vem ali tomar sorvete.
Ela não vê nem sabe quem eu sou,
talvez lhe mande Amor por um bilhete...

Jorge das Neves
poeta@infolink.com.br

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