Lábios vermelhos
Olhos verdes
Diante desta boca tu enrubesces?
Então, na hipocrisia tu vegetas?
Não mudas teu viver? Jamais tu cresces?
Prefiro ser assim como os poetas
que têm as fantasias e se inspiram
na vida e em liberdade no dizer,
naqueles que de amor inda deliram
e falam de belezas e prazer.
Nossos lábios, portais do coração,
são entra-e-sai de beijos para o amor,
e os olhos, as janelas da emoção,
faróis que desenvolvem nosso ardor.
A boca rubra da mulher é doce,
alguma coisa assim como um convite,
um chamamento bom, como se fosse,
um conquetel de amor para o apetite.
Jorge das Neves
poeta@infolink.com.br
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