terça-feira, 30 de outubro de 2007

Amor à faxina?


Elas existem mesmo...

A ilustração e o tema não significam desrespeito à mulher.
O poeta apenas quer fazer lembrar que,
até no melhor dos relacionamentos,
Dona-de-casa (a mais forte) assume a pior parte, no dia a dia do lar.

Esse amor à faxina prende uma mulher,
que vai lambendo a vida e esfrega-se no chão.
Por que será que alguém casando-se só quer
mostrar-se que é feliz na base do esfregão?

As Amélias!... Que pena! Elas existem mesmo.
Às vezes lindas são, mas querem que os maridos
as vejam sempre assim na base do torresmo,
em vez de um restaurante e os pratos preferidos.

É o amor-sacrifício! O amor que sempre dói.
O amor do bem sofrer, o amor que traz o fel.
Heroína do amor, escolhe por herói
aquele a quem dirá: “Eu cumpro o meu papel!”

Na base desse amor está o sacrifício,
e a vida só nos dá aquilo que queremos.
Dona de casa, é bom mudar o seu ofício,
mudando a profissão, saindo dos extremos.

Jorge das Neves
poeta@infolink.com.br
Rio, 30/out/2007
As mulheres
merecem
PRIMAVERA

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