
ELA confessa:
“ Rendo-me
a toda esta malvadeza
sem pedidos de perdão
e sem nenhuma inocência! ”
FOSTE A MOCINHA. FUI O TEU BANDIDO
O nosso Amor foi louco bangue-bangue,
se não doeu, também não correu sangue...
Como se fosse aqui ou acolá,
em Hollywood ou além de um Bagdá,
o nosso Amor foi lua, foi de mel,
e interpretamos bem nosso papel.
Foste a mocinha. Fui o teu bandido,
o teu galã bem grosso e atrevido,
te conduzi de quatro pela sala.
De tão gostoso até perdeste a fala.
Depois levei-te para um quarto escuro
e prosseguimos nesse Amor mais duro
numa floresta negra e encantada.
Ficamos lá por toda a madrugada
e nem querias mais que eu terminasse,
pedindo de joelhos que eu ficasse
bandidamente como, então, fiquei.
Escrava minha fui também teu rei,
imperador, sangrento ditador
no amanhecer de nosso louco Amor...
O nosso Amor foi louco bangue-bangue,
se não doeu, também não correu sangue...
JO®GE DAS NEVES
poeta@infolink.com.br
http://jorgedasneves.com
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