
AMOR NAS ASAS DO DESEJO
A pelúcia emoldura o belo rosto
no fetiche do beijo assim exposto
no lábio desenhado para o Amor.
Há permissão para beijar?... A Flor
não permaneça assim sem um carinho.
Sou beija-flor e voo * aqui sozinho,
qual passarinho em doce encantamento.
Não deixarei passar esse momento !
Há fetiches poéticos que vêm
despertar um desejo que não tem
direito de perder-se em frustrações.
A Poesia tem próprias dimensões
para criar carícias neste ensejo,
em que o Amor, nas asas do desejo,
sobrevoa a imagem tão bonita.
A inspiração veloz no espaço grita
que a pelúcia emoldura o belo rosto
no fetiche do beijo assim exposto...
Rio, 16/nov/2008
Jo®ge das Neves
poeta@infolink.com.br
(*) O poeta passa a cumprir o Novo Acordo Ortográfico.
Assim, por ex., “voo” (substantivo ou verbo) perdeu o circunflexo.
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