

SOU
F O G U I N H O
F O G U I N H O
Quero sair bem livre, sem corrente.
Quero ser gato. Chega de ser gente!
Eu quero galgar muros e telhados
quando estiver no cio, e meus miados
quero que cheguem aos ouvidos dela.
A minha gata há de ficar feliz
e ela há de ter gatinhos como eu quis,
ao miar-lhe na noite enluarada.
Vamos fazer amor na madrugada
e eu lhe direi: “ Entrega-te ao Foguinho,
porque serei teu mestre no carinho.”
FOGUINHO?!... Sou foguinho sempre aceso,
pois sendo gato, eu jamais sou preso
como um cachorro bobo de madame.
Quando estiver dormindo, não me chame,
pois gato tem horário de sair.
Procuro bom lugar para dormir,
e, de repente, caço um passarinho,
se lhe descubro o bom lugar do ninho.
Esse é meu jeito. Sou um caçador
e meus instintos são muito apurados.
Há gatos ( coitadinhos! ) que castrados
são, para jamais ir procriar no cio...
Quero ser gato e (muito mais que gente)
fazendo amor bem livre e sem corrente...
Rio, 1º de junho de 2008
Jo®gedasNeves
poeta@infolink.com.br
poeta@infolink.com.br
Podem também me chamar de Foguinho
Um comentário:
"... livre sem correntes...".
Lindo!!
Vivas ao Foguinho!! ;o))
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