
Já na estrada
Não quero me vestir de Colombina,
nem de Pierrô, nem mesmo de Arlequim.
Quero vestir amor... Você me ensina?
Desejo ter um carnaval sem fim.
De amor vestidos, nossas fantasias
serão mais belas que as convencionais.
Enterramos todas nostalgias
e as lembranças que não prestam mais.
A pele nua seja nossa roupa!
Se assim nascemos, deve ser o certo,
que a Natureza sabiamente poupa
e o corpo nu é sempre mais liberto.
Se você topa, comecemos já
um novo amor que seja bem assim.
Tirando a roupa, o prazer virá,
e nosso carnaval... não terá fim!
Jorge das Neves
poeta@infolink.com.br
2/fev/2008
Sábado de carnaval
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