quarta-feira, 13 de fevereiro de 2008

Aquele amor se foi...




Pego meu barco e vou para o oceano

@ A essência da vida é ir em frente.
A vida é uma “rua de mão ùnica” @
[ colhido de uma mensagem de **[...M@...]** ]

Aquele amor é lembrança que se foi,
morreu no matadouro como o boi,
cujo destino foi traçado um dia
para viver numa pastagem fria.
Essa tristeza tua não me afeta,
mas te proponho imagens de poeta,
pois na poesia estou para viver,
naquele barco, cheio de prazer
em que navego. Escolho ser assim
sabendo que há princípio, meio e fim
nessas histórias de modesto preço.
Sofrer por elas sei que não mereço,
e assim te falo, pois só tenho medo
que nas histórias entre meu enredo...
Pego meu barco e vou para o oceano,
me fantasio, às vezes, de cigano
e corro o mundo em busca de alegrias.
Aquele amor se foi. Não sou culpado.
Por que sofrer, ficando do teu lado,
ambos sentados num banquinho frio?
A vida realmente é como um rio,
que se renova sem ficar igual.
Aquele amor passou. Isso é normal,
porque ninguém é dono de ninguém:
Vamos pensar nós dois, assim... também!

Jorge das Neves
poeta@infolink.com.br
Rio, 13/fev/2008

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