
Talvez você me prenda
Ninguém se encontra por acaso aqui.
Filosofando eu chego devagar...
Será que os versos meus chegando a ti
vão-se perder quando o amanhã chegar?
Eu ponho amor em tudo que publico.
O ritmo, cada rima são pedaços
de mim que vou largando e assim me estico
deixando-me voar pelos espaços.
Chegando até você não me pertenço
mais e jamais retorno ao meu cantinho.
Talvez você me prenda com teu lenço
de seda e eu já me torne um passarinho
cantando junto a ti canções de amor.
É bom sentir a vida assim bonita
e eu me deixar fica num multicor
paraíso, sem medo e sem desdita.
Ninguém compreenderá porque um poeta
pelos seus versos se deixou cativo.
É que um poeta apenas se completa
quando ele sente que o poema é vivo,
que se acendeu no coração de alguém
e ali ficou no seu amor também...
Ninguém se encontra por acaso aqui.
Filosofando eu chego devagar...
Será que os versos meus chegando a ti
vão-se perder quando o amanhã chegar?
Jorge das Neves
poeta@infolink.com.br
Rio, 14/fev/2008
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