NO BARQUINHO ALI NAQUELE CAIS
Cego de Amor não vivo na surdez...
Ouço teu coração bater mansinho,
e cada vez que bate, cada vez,
aumenta no meu peito o teu carinho.
E teu carinho, Amor, é muito doce.
Ele me faz ganhar um quilo a mais
e eu gostaria teu carinho fosse
como um barquinho ali naquele cais.
Eu ficaria nele o dia inteiro,
encostadinho em ti, cego de amor.
Fingindo ser um forte canoeiro,
te levaria onde o barquinho for.
Mas, no barquinho, sem falar demais
te mostraria como te devoro,
e retornando o barco ao velho cais,
tu sentirias quanto eu mais te adoro...
Jo®ge das Neves
poeta@infolink.com.br
Rio, 6 de abril de 2008

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