domingo, 25 de maio de 2008

CRÔNICA POÉTICA DE AMOR


FLERTE NO METRÔ


Despojada, mas de beleza pura,
os lábios desejáveis, sem pintura,
os olhos dela são de gata mansa.
Ela tem a beleza que não cansa,
o corpo esguio, o rosto fino e sério,
um suspirar de calma e de mistério
que eu gostaria até de conhecer...
Ela percebe o que senti de fato,
e num caderno registro e desempato
palavras que nos versos metrifico,
mostrando em meu olhar, que lhe dedico.
Ela demonstra perceber o amor
e num jogo de cena expõe-me a flor,
como se houvesse ali correspondência...
É no metrô que estou e, por decência,
recolho o meu olhar de Escorpião,
embora lhe roubasse o coração
daquele corpo de beleza pura,
de lábios desejáveis, sem pintura...

Rio, 26/maio/2008
J®rge das Neves
poeta@infolink.com.br

Nenhum comentário: