domingo, 11 de novembro de 2007

Soneto do Amor que desejo


Desejos de Amor

Desejo tanto arder no teu carinho,
ser esse Amor que nunca mais se lava,
colar a minha pele em teu caminho,
de tua porta ser a própria aldrava.

Desejo ser pantufa em teu pezinho,
no banho, o sabonete que faltava,
ser tua seda e teu lençol de linho,
ser teu fogo, o vulcão e tua lava.

Desejo ser teu rumo em cada esquina,
colher flores em todos os jardins
para escolheres a que mais fascina,

e quando os beijos, que eu te der mais puros,
teus lábios rejeitarem por ruins,
exige (por favor) pesados juros!

Rio, 12/nov/2007
Jorge das Neves
poeta@infolink.com.br
Preparo-me para viajar
durante 3 meses
a partir de amanhã

com a Musa-Mor

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